O NOVO CARRO DO PRESIDENTE AMERICANO

Trump vai estrear um novo automóvel presidencial. É conhecido como Cadillac One, mas a alcunha é “a besta”. É um tanque de guerra, com pormenores surpreendentes. E há um em que não vai acreditar.

A General Motors (GM) está a desenvolver há já dois anos o carro que irá servir o 45º presidente dos EUA. Ainda antes de se saber quem iria ganhar as eleições, a companhia norte-americana, dona da Cadillac – a mais luxuosa marca americana e que, por isso, tem o exclusivo de produzir os carros do líder do “mundo livre” –, encetou a produção de um novo modelo. E não é tarefa fácil, pois quem tem a última palavra sobre as características do modelo são mesmo os membros dos serviços secretos norte-americanos.

A besta de 2017 vai usufruir de uma suspensão pneumática, que lhe permita fazer variar a altura ao solo, precisamente para evitar ficar presa por baixo, o que, face à imensa distância entre eixos, não é difícil de acontecer. Quanto ao resto, é um veículo blindado, capaz de resistir sem problemas a uma bomba ou a uma granada que lhe coloquem por baixo, e não terá dificuldades em suportar sem danos – para além da inerente gigantesca sacudidela – um ataque por lança-granadas ou lança-mísseis. Por outras palavras, é um verdadeiro tanque de guerra. E não pense que os pneus serão o seu ponto fraco, pois para além de serem em borracha reforçada com kevlar, para resistir a balas e estilhaços, têm no seu interior uns discos de aço que lhe permitem continuar a rodar, caso a borracha desapareça, depois de pisar uma bomba ou até uma mina.

De caminho, o Cadillac One está ainda concebido para suportar um ataque químico, possuindo um sistema fechado de oxigénio para que o presidente sobreviva até ser assistido, com a curiosidade de, na bagageira, existirem amostras de sangue do chefe de Estado, caso este fique ferido e necessite de uma transfusão.

Resta agora esperar por dia 20 de Janeiro para conhecer a nova besta, sabendo que os serviços secretos já transferiram para a GM a módica quantia de 15,8 milhões de dólares (para as tais 12 unidades). Todos os extras solicitados posteriormente – tipo a mais recente geração de telefone por satélite, Internet mais sofisticada e encriptada, e ecrãs para streaming tv – deverão ser pagos à parte. Nada mau para um veículo que, acima de tudo, vai servir para transportar o presidente entre um avião e um helicóptero, ou entre este e a residência oficial, com percursos que raramente ultrapassam os 30 minutos.

 

Fonte: Observador

Fecha: 
Sábado, Novembro 26, 2016